Eu fico pensando qual é o valor que uma pessoa como eu possui. Se é necessário mudanças, se é apenas manter este estilo. Até quando eu poderei ficar neste padrão?
Para ser um grande líder, precisa-se ter novos pontos de vista, um olhar diferente para as coisas da vida. Será que eu tenho esse diferencial? Espero que sim. O mundo foi outro, a partir de oito de Janeiro, da mesma forma gostaria que fosse 2012.
Posso dizer que já fiz muito, mais que muitos jovens da minha idade. Conheço diversos lugares, línguas, pessoas. Soube entender o que me cerca, simplesmente, cresci!
Navegava Alexandre em uma poderosa armada pelo mar Eriteu a conquistar a India, e como fosse trazido à sua presença um pirata, que por ali andava roubando os pescadores, repreendeu-o muito Alexandre de andar tão mau ofício, porém ele, que não era medroso nem lerdo, respondeu assim: ”Basta, senhor, que eu, porque roubo em uma barca, sou ladrão, e vós, porque roubais em uma armada, sois imperador? Assim é. O roubar pouco é culpa, o roubar com muito, os Alexandres.”
Este é um dos sermões mais famosos de Padre Antônio Vieira, ele veio na minha mente há algumas semanas, porém apenas hoje tive tempo de publicá-lo. Assim, nota-se a aplicação fácil no contexto brasileiro, no qual pessoas por roubarem um leite para alimentar seus filhos são presas, enquanto no Planalto se rouba vidas e muito mais.
Honestamente, tenho vergonha, às vezes, de dizer que sou brasileira. Uma boite noite…
TR
Sim, pode cobrar de mim, criticar-me quando não publico algo para se refletir ou contar. A verdade é que esses últimos dias em São Paulo, deixaram-me cheia de notícias, reflexões e tristezas. Pode ser estranho, mas estou do lado de fora de casa, na varanda, escrevendo, escutando uma boa música do Red Hot Chilli Peppers, e ao mesmo tempo, ouço as pessoas que na rua passam.
Não sei o que eu poderia dar de conteúdo a vocês, sendo que não estou me passando bem, quer dizer, o meu psicológico está afetado. Tudo me perturba, mas esse tudo é apenas único, não se estende, e isto é o pior. É saber que única coisa que o perturba consegue expandir e prejudicar o resto.
Poderia dizer que é por causa de alguma coisa? Algum ato? Ou dizer que ando sofrendo tanto pela simples causa de uma pessoa. Não uma pessoa, porém alguém que conseguiu fazer que nestes últimos meses algo tivesse valor. Se estava perdida? Sim, eu estava. E no momento em que encontro a minha salvação ela foge, se afasta, quem sabe não foi eu com este meu jeito extrovertido que a afastou? Se vou ter a resposta, também não sei, daria quase tudo para saber.
Por isso fico me perguntando, o que fazer, e não chego a nada. Passo horas neste diálogo pessoal, aulas que são perdidas por este motivo. Exercícios que devem ser refeitos pelo simples fato de que uma única pessoa não sai da minha memória.
Pelo jeito, o melhor vai ser esperar, mas até quando? Boa noite.. Esta história sim vai ter um bom caminho a ser percorrido! Boa noite e que eu consiga dormir esta noite..
TR
Na manhã de hoje, eu estava no meu “quarto” conversando com uma colega, quando ela se deparou para os meus livros e disse: “Nossa quantos livros”. Eu como de costume, fiz aquele sorrisinho de Sherlock Holmes, um pouco superior. Em seguida, ela para e diz: “O estranho é que a maioria é de Filosofia!”.
Após esta reação eu tentei explicá-la como a filosofia e a sociologia andam diariamente ligadas ao nosso mundo, dei exemplos de escritores, procurei mostrar o que realmente acontece. E um dos exemplos dado foi uma parte do prólogo do livro “Entre o Bem e o Mal”, de Nietzsche. Ela diz assim:
“Supondo que a verdade seja uma mulher - não seria bem fundada a suspeita de que todos os filósofos, na medida em que foram dogmáticos, entenderam pouco de mulheres? De que a terrível seriedade, a desajeitada insistência com que até agora se aproximaram da verdade, foram meios inábeis e impróprios para conquistar uma dama? E´certo que ela não se deixou conquistar - e hoje toda espécie de dogmatismo está de braços cruzados, tristes e sem ânimo.”
Para você estudante não se deixe levar, se um desafio aparecer, encare-o, se não que nem a dama, ele não vai se deixar conquistar! Boa semana!
TR
Hoje, cheguei a conclusão que chega uma hora em que a corda se rompe, para a paciência, para a esperança e para o cansaço.
Certamente, depois de acordar cedo, fazer uma prova super importante, e logo após pegar um ônibus com destino a sua cidade natal, com o intuito de visitar seus pais neste carnaval, não é fácil! Eu mesma chego a pensar que são viagens curtas que de nada interferem, mas aquela pequena correria, a incerteza de se conseguir uma vaga no ônibus me “matou” hoje.
Para não perder a linha de meus pensamentos da semana, mesmo estando sem computador por esses dias, colocarei a baixo uma frase a qual de muito ajudou-me.
“A dor é temporária,
pode durar um minuto,
uma hora„
um dia
ou um ano,
mas em algum momento ela passa,
e outra sensação toma o seu lugar,
mas se eu desistir a dor fica para SEMPRE!”
Lance Armstrong
E o caminho continua..
TR
“Ele conseguiu alcançá-la e, ali mesmo, lutaram em silêncio. E ao perceber que ela enfraquecia, murmurou palavras tranquilizadoras:
- Pronto, menininha, pronto… Meu amor, ninguém vai magoá-la, prometo…
Lentamente, o corpo tenso foi relaxando, o olhar perdeu a demência.”
Tango Negro ( A Bicicleta Azul 5) - Régine Deforges
Hoje, eu pude ter ideia do que pessoas alcóolicas são capazes. Há algum tempo, que minha família de ambos os lados tenta superar esse desafio, por parte de pai foi um primo, por parte de mãe foi um avó e um tio, e agora, para a minha tristeza: uma irmã.
Acredito que nesse mundo não exista uma família perfeita, eu creio que em qualquer lar, por mais unido, um problema irá surgir e com ele discussões, debates e discórdias virão juntos.
Há três horas, fui buscar minha irmã junto ao meu pai em uma festa. Ao chegarmos descubrimos na frente da casa, minha irmã alcoolizada. Uma onda de espanto surgiu em mim, medo, preocupação, não conseguia imaginar como meu pai ficaria, pois não era a primeira vez que a encontrávamos naquele estado em um festa. O resultado: meu pai triste, horrorizado por ver a filha naquele estado, chorava, não sabia onde havia errado, sempre deu o melhor dos exemplos. E como ele agiu com ela? Agiu como um dia os dois haviam combinado, se houvesse uma festa que ele a encontrasse bêbada, resolveriam na cinta. Se você está se perguntando se ela apanhou, eu posso responder: sim, ela apanhou muito. A cada tapa, cintada que ela levava meu coração recebia junto, cheguei a ficar com tremedeira, fiquei sem reação. Ela, não gritou, não chorou, estava anestesiada com a bebida.
Em casa, junto a minha mãe, tentamos de várias formas reanimar minha irmã, levamos duas horas e meia até ela se apresentar num estado considerável. Aos que me conhecem podem tentar imaginar o quando isso dói em mim, afirmar que mesmo sendo irmã dela eu não consigo ajudá-la.
Chorei, chorei horrores, segurei o choro muitas vezes também, tentei apoiar meus pais, tentei ser forte, e por uma das poucas vezes na vida, não consegui. Isto pode se resumir a uma humilhação para mim, mas foi verdade.
Agora, sentada no chão de meu quarto, chocada pelas cenas, e a única acordada na casa, tento imaginar como poderia ser a vida se eu permanecesse nesta cidade este ano, não sei se posso dizer felizmente, ou infelizmente vou partir para outra realidade. Contudo, uma dor de deixá-los sem poder ajudar me assombra neste instante, queria saber o que fazer, porém não sou madura o suficiente para saber.
Para aqueles que pensam que é clichê, eu sim, peço a ajuda de Deus neste momento, para quem sabe, Ele consiga iluminar a cabeça desta menina e a ajude a seguir o melhor caminho a partir de agora.
Cuidado com o álcool, pois ele pode parecer muito legal, até você comprometer alguém. Se você se diz mais divertido com o álcool, então você sempre usa uma fantasia!
Bom carnaval e fiquem com Deus!
TR
Acabei de chegar do cinema com meu pai, assistimos ao filme “Season of witches”, estreado com o Nicholas Cage. Após o filme, começamos uma discussão, e eu levantei aquele famoso tópico: “Pode Deus criar uma pedra que Ele não pode carregar?”, segundo o meu pai isto seria ilógico, tendo como resposta: ” Não, Ele não pode criar algo que não consiga carregar, pois Ele é Deus e tudo pode.”
Agora, fico tentando imaginar como somos medíocres e despreocupados. Primeiro não sabemos de onde viemos, quem realmente criou isso tudo e de onde esse alguém veio. E é nesse momento que aquele pensamento de que a Terra é o centro do Universo parece incontestável, pois se até agora nada foi encontrado lá fora, o mundo em que vivemos, o nosso cotidiano é o nosso Universo, então sim, estamos no centro do Universo.
Boa Reflexão..
TR